Repor peças que saíram de circulação, testar novas ideias, elaborar protótipos e até produtos finais… A lista de aplicações da impressão 3D na indústria cresce em ritmo acelerado. Incorporada nos mais diferentes tipos de negócios, grandes empresas como Alpargatas e multinacionais, como Fiat, MAN e ThyssenKrupp, são algumas das que já contabilizam os ganhos da aplicação, com redução de prazos e ganhos de eficiência.

Levantamento da consultoria americana Wohler Associates indica que os negócios com impressoras 3D movimentaram US$ 5,1 bilhões no mundo em 2016, uma evolução de 30% na comparação com 2015. Até 2020, a estimativa é que a cifra chegue a R$ 21 bilhões. Outra consultoria, a Gartner, estima que, em 2016, existiam no mundo 455,7 mil unidades de impressão 3D, número que deve saltar a 6,7 milhões em 2020.

O mercado brasileiro representa apenas 2% do total de negócios mundial, mas ganha força. A ThyssenKrupp, que fabrica elevadores, usa as impressoras 3D para fazer protótipos e substituir peças que já saíram de circulação. O diretor da área de Negócios, Eurico Moser, atesta que o produto é de qualidade e pode facilmente substituir alguns itens dos maquinários dos elevadores.

Além da versatilidade e rapidez, as impressoras 3D fornecem protótipos de grande precisão e com o custo muito menor que os protótipos convencionais. Por conta disso muitas outras empresas estão utilizando essa tecnologia. A Alpargatas é uma das marcas que faz uso dessa praticidade que as impressoras proporcionam há certo tempo. Desde 2007, a linha Mizuno utiliza a impressão 3D para fazer os projetos de solado, parte complexa dos tênis e de maior valor agregado.

A fabricante de ônibus e caminhões MAN Latin América usa a tecnologia para elaborar protótipos de peças na fábrica de Resende, no Rio.

Antes de adquirir a impressora, em 2013, Leandro Siqueira, diretor de Engenharia de Desenvolvimento da MAN Latin America, conta que o tempo de elaboração de um protótipo era de dois meses, em média, além de um “alto investimento de recurso”. Hoje, são gastas algumas horas:

A Fiat usa há mais de dois anos a impressão para fazer protótipos em nylon altamente resistente. “Temos duas impressoras 3D, capazes de imprimir em 12 horas um modelo que, antes, poderia demorar alguns dias para ficar pronto”, informou.

Os usos mais avançados e complexos de itens impressos em 3D são os da área médica. Segundo a Wohler Associates, a área de saúde equivale a 15% do mercado de 3D. Desde o início dos anos 2000, o setor desenvolve biomodelos, usados no planejamento cirúrgico com exatidão, até a impressão customizada de próteses para implantes, sobretudo os ortopédicos. O mais recente caso foi o implante de uma caixa torácica, produzida em titânio por uma impressora 3D da empresa australiana Anatomics. O paciente, de 54 anos, é um espanhol, que recebeu a peça depois de perder o esterno por causa de um câncer.

Porém não são apenas grandes empresas que usufruem dessa tecnologia. No varejo, essas máquinas são usadas para fabricar miniaturas escaneadas da própria pessoa. A empresa MiniYou, fundada há dois anos em São Paulo faz esse serviço.

No setor alimentício, a máquina Foodini, usa como cartucho comida fresca e imprime nos mais variados formatos.

Criada em Barcelona pela empresa Natural Machines, a impressora já funciona em alguns restaurantes da Europa e deve chegar ao varejo ainda este ano, segundo estima a dona da ideia e da empresa desenvolvedora do produto, Lynette Kucsma.

Portanto se você tem, ainda, alguma dúvida da confiabilidade e versatilidade de que produtos vindos de impressoras 3D podem proporcionar, está na hora de rever seus conceitos. Aprofunde seus conhecimentos nessa área, as possibilidades são inúmeras.

 

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