Pesquisas da Universidade de Kyoto no Japão tem usado uma bioimpressora 3D para criar conduítes tubulares para regeneração de células nervosas danificadas. O grupo usou a Regenova 3D bioprinter da Cyfuse Biomedical.

A Regenova 3D bioprinter da Biomedical pode ser muito cara para grande parte das pesquisas laboratoriais, mas isso significa que ninguém deu a oportunidade de trabalhar com o Método Kenzan usando uma bioimpressora 3D que futuramente contribuirá, com uma certa frequência, com algumas descobertas científicas importantes. As últimas pesquisas projetaram algo para fazer uso do equipamento da Cyfuse Biomedical (e, por isso, a expertise do cofundador da Cyfuse Koich Nakayama e de outros trabalhadores da Cyfuse contribuíram para o projeto) envolveram a criação de “um conduto biológico em 3D sem suporte desenvolvido de fibroblastos (células constituintes dos tecidos conjuntivos, auxiliam na regeneração de outros tecidos) humanos”. A minúscula estrutura tubular foi usada para promover a regeneração de nervos em ratos, e poderia eventualmente ser usada para similar propósito em humanos.

Em um jornal de pesquisas foi publicado em PLOS ONE, em 13 de fevereiro, as pesquisas da Universidade de Kyoto explicam como eles foram capazes de desenvolver seis conduítes sem suporte tiradas de fibroblastos da derme humana usando a bioimpressora Cyfuse Biomedical Regenova 3D. As mesmas pesquisas que pegaram 12 ratos machos adultos com deficiência imunológica, cortando fora uma pequena seção do nervo ciático direito de cada rato do meio da coxa. Para seis desses ratos, os 5 mm de ponte que era nervo foi mais tarde substituída por uma ponte de 8 mm do conduíte impresso em 3D; para os outros seis, um tubo de silicone- que atualmente é usado em algumas operações- foi usado.

Com muito entusiasmo, as pesquisas da Universidade de Kyoto descobriram que conduítes bioimpressos em 3D ajudaram a promover a regeneração dos nervos em ratos com muito mais rapidez do que os tubos de silicone, comprovando com evidências que bioimpressoras 3D poderiam algum dia ser usadas para ajudar pacientes na recuperação de lesões nos nervos. As pesquisas mediram a flexibilidade do metatarso, o potencial de ação muscular e a expressão celular neural nos ratos, descobrindo que os conduítes bioimpressos em 3D foram melhores para acelerar a recuperação em todos os casos. O peso do músculo molhado do tibial anterior foi também observado por ser maior no grupo bioimpresso em 3D do que no grupo do silicone.

Ao final de suas descobertas, as pesquisas japonesas determinaram que os conduítes bioimpressos podem ser usados para efetivamente promover a regeneração dos nervos. “Nós confirmamos que os conduítes bioimpressos em 3D compostos inteiramente de células fibroblásticas promovem a regeneração do nervo no modelo do nervo ciático dos ratos,” eles escreveram.

Se o sucesso do projeto pudesse ser duplicado em humanos, as pesquisas das bioimpressoras 3D seriam de responsabilidade da Universidade de Kyoto e o Cyfuse Biomedical que poderiam ter um significante impacto sobre do mundo médico. Só no Japão, de 5000 à 10000 pessoas sofrem de lesão no nervo anualmente por conta de acidentes no trabalho e outras razões. Um novo quadro clínico é esperado para atualizar esses números em 2019.

Os pesquisadores envolvidos nos estudos foram Yurie, Ryosuke Ikeguchi, Tomoki Aoyama, Yukitoshi Kaizawa, Junichi Tajino, Akira Ito, Souichi Ohta, Hiroki Oda, Hisataka Takeuchi, Shizuka Akieda, Manami Tsuji, Koichi Nakayama e Shuichi Matsuda.

 

Fonte: 3ders.org