Impressão de partes de um nariz capaz “crescer” está prestes a se tornar realidade. É que uma pesquisa desenvolvida pelo setor de Engenharia de Cartilagem e Regeneração do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH) quer revolucionar as técnicas de transplante do órgão.
Conforme explica Matti Kesti, pesquisador responsável pelo estudo, o procedimento tradicional de regeneração de células de duas dimensões não acompanha a evolução do corpo ao longo do tempo. As novas cartilagens impressas, por outro lado, seriam capazes de “se reproduzir”, tornando-se, assim, partes do corpo do paciente.

O princípio no qual se baseia o ETH é ligeiramente simples. Para que a prótese passe crescer junto do corpo, uma biópsia tem de ser feita sobre as cartilagens – pedaços do tecido danificado são extraídos (joelho, ouvido ou narizes podem ser também impressos).

As células retiradas são então “adubadas” com 19120009998408biopolímeros (criados pelo próprio corpo ou removidos a partir de um tipo específico de alga). O hidrogel fruto desse processo toma o lugar de “tinta” à impressora. Segundo os cientistas, a fusão entre prótese e corpo se tornaria imperceptível após a completa adaptação entre ambos os tecidos.