Dá pelo nome de “Smithsonian’s Digitization Program Office” é já digitalizou mais de 20 objetos com a ajuda de tecnologia de ponta fornecida pela Autodesk e pela 3D Systems.

Entre estes, conta-se um busto de Abraham Lincoln, um dos primeiros modelos de avião dos irmãos Wright, uma das mais antigas representações de Budha, o famoso “Gunboat Philadelphia” da Guerra de Independência norte-americana, e o fóssil de um golfinho extinto descoberto ao largo do Panamá.

Democratizar o conhecimento

 

O diretor do programa 3D, Günter Waibel, realçou o grande passo em frente que é poder ter-se acesso a réplicas em tudo idênticas às originais para quem não tem possibilidades de se deslocar aos EUA. Pode ser mais uma etapa no caminho da democratizão do conhecimento.

“Nunca nenhuma tecnologia pode substituir a sensação de ver o artefacto original. Contudo, esta tecnologia dá-nos a hipótese de ensinar mais sobre a nossa coleção e contar histórias de novas formas, sem ser apenas aos visitantes do museu.”, explicou Günter Waibel ao “Mashable”. “Outros museus já experimentaram trabalhar com digitação 3D de objetos, mas esta é a primeira vez que se consegue fornecer dados desta qualidade e artefactos tão variados”, conta.

Estima-se que os 19 museus e os sete centros de investigação do Smithsonian Institution reúnam quase 140 milhões de peças nas suas coleções, pelo que os seus curadores estiveram intimamente ligados à escolha dos objetos que foram incluídos no site, tendo recomendado aqueles que acreditam poder ser mais interessantes em termos de aprendizagem e pesquisa.

Tal já está a acontecer, por exemplo, com o mapeamento 3D das grutas Liang Bua, na Indonésia, que já ajudou investigadores de todo o mundo a juntar esforços na preservação de um local conhecido por albergar um fóssil denominado como “o hobbit” da evolução humana.

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